Torn Heart
1-Vida Normal
Minha vida é normal apenas para eu me acostumei com vampiros sedentos por sangue na minha cola o dia inteiro, já me acostumei em conduzir as pessoas ingênuas para a morte. Mas não me acostumei com os gritos que saem daquela sala e depois o silencio absoluto, sem piedade, matar pessoas apenas pelo seu sangue, sem deixar nenhuma viva.
Sempre apos uma "refeição", Alec ia conversar comigo, me contando como foi o almoço. Aquela era a melhor parte do dia pois eu conseguia imaginar a sensação de ser uma vampira, ser superior a todos os humanos, eu viajava em suas palavras, e parecia que Alec gostava de me ver ali babando por suas histórias de vampiro. Ele me diz que quando está me contando as histórias meus olhos passam verdes para cristal, e diz que as vezes quando conta suas histórias para de contar apenas para ouvir meu coração que ao mesmo tempo que está disparado, está suave. Isso o deixa impressionado, escutar um coração ainda vivo.
Desta vez Alec não havia "lanchado", ele parecia triste e apenas pelo fato de ser vampiro não conseguia chorar. Ele não olhava para mim, ficava sempre com a cabeça baixa, e aquilo me deixava mal. Quando ia perguntar o por que ele estava tão mal, Jane aquela pivete quase me matou de dor, ela apareceu puxando e gritando com o irmão por estar falando comigo, ela me olhava feio, e enquanto eu sentia aquela dor insuportável tentei falar:
-- Sua pivete .... AAAH ... vadia
Naquele momento a dor aumentou, senti que aquele era o meu fim, Alec interferiu sua irmã e a conteve, consegui respirar novamente mas estava difícil conseguir ficar em pé. Pouco a pouco fui me levantando, e a raiva por aquela vadia só crescia, e a minha raiva por ser humana e não ter capacidade de mata-la era pior ainda.
Depois daquilo resolvi pedir para que Aro me transformasse.
Entrei na sala dos Volturi, aquele lugar me dava arrepios, os corpos das ultimas vitimas ainda estavam jogados no chão, sangue por toda parte, horrível. Me aproximei de Aro que me esperava com um sorriso no rosto, ele e Alec eram os únicos vampiros que me respeitavam naquele lugar repugnante, retribui o sorriso e tomei a coragem de pedir mais uma vez:
-- Aro quero virar um vampira, por que não me transforma de uma vez por todas. Eu quero ser uma vampira.
Aro fez que não com a cabeça e se levantou, sua cachorrinha veio atrás.
-- Gianna, você é perfeita assim como uma humana, tem uma vida. Odeio humanos e você é uma exceção, não me faça perder minha única exceção.
-- Aro, você não entende, apenas você e Alec me respeitam. Sua cachorrinha vadia não me dá um pingo de valor por levar o alimento ate ela, hoje mesmo ela quase me matou, estou cansada de apanhar e não revidar.
Jane olhou para mim furiosa, e Aro muito bravo disse:
-- Gianna minha querida, não se preocupe mais. Tenho certeza de que agora Jane não lhe fará mal nenhum, certo Jane?
Ela o olhou como se ele fosse um louco.
-- Isto é serio Aro?
-- Sim. Vamos, estamos esperando!
Olhei para Jane com um sorriso irônico no rosto, ela me encarou por um minuto e respondeu a pergunta de Aro.
-- Não irá se repetir.
-- Obrigada Jane. -- Falei com toda a falsidade possível.-- Mas, Aro você irá me tornar vampira, estou te pedindo.
-- Não Gianna, você será humana.
-- QUE DROGA ARO, EU SÓ QUERO SER UMA VAMPIRA! NÃO É DIFICIL ME TRANSFORMAR !
Aro parecia calmo, mesmo diante do meu surto. Jane estava pronta para atacar, mas sabia que se me fizesse alguma coisa, Aro não ficaria contente.
-- Já chega Gianna, não a transformarei e fim.
-- Deve ter um motivo Aro.
-- Vá Gianna, se há ou não um motivo você não precisa saber !
Estava com muita raiva, sai batendo a porta com toda a minha força, não queria falar com ninguém aquele dia. Não levei humanos para eles e nem permaneci como recepcionista. Sai querendo esfriar a cabeça.
Quando sai, me senti estranha, era como se eu fosse igual a todos ali. Frágil, simples, normal. Estava me sentindo livre, livre daquela vadia, livre dos superiores que não tinham respeito por mim, aquilo era fortificante para minha alma, ficar pelo menos um segundo sem levar as pessoas para a morte. Percebi naquele momento que era aquilo que eu queria, me livrar de tudo.
Resolvi fugir, para um lugar onde eu seria eu mesma, mas eu não conseguiria deixar Alec e Aro. Eu tinha um carinho tão especial por eles, principalmente por Aro, ele era o mais velho e mais odiado, mas mesmo assim eu o amava. Voltei a realidade, não sou ninguém perto de Aro e dos outros, então iria embora agora mesmo, decidi ir para a casa dos Cullen. Não sei por que, mas, acho que lá eu seria mais valorizada.
Arrumando minhas coisas, olhei para cada detalhe daquele lugar, embora seja antigo, era lindo. Sai escondida a meia noite, não tinha muito movimento e minhas malas eram pequenas, apenas com o básico. Andei sem rumo pelas ruas de Italia completamente desnorteada, apenas sabia que queria me encontrar com os Cullen.
Passei muito tempo pela rua, já estava prestes a anoitecer e Aro sentiria minha falta mais cedo ou mais tarde.
Revirei minha mala e minhas roupas atrás de dinheiro, com sorte tinha dinheiro o suficiente para pegar um avião, corri em direção ao aeroporto, já estava de noite e os Volturi poderiam sair livremente de seu castelo, e poderiam sair atrás de mim.
Chegando no Aeroporto comprei minha passagem, estava mais aliviada por estar indo embora e segura por estar em um lugar cheio de testemunhas e que os Volturi não poderias me atacar.




0 Comentários:
Postar um comentário